CRISE MUNDIAL
Os anos 90 foram tempos de grande prosperidade nos Estados Unidos, a mais forte
economia do mundo. No comando estava o "senhor dos mercados", Alan Greenspan,
chefe do banco central americano. É curioso que analistas sérios possam ter
acreditado que a saúde econômica mundial dependesse da batuta de maestro de um
único homem. Dá para crer que a inacreditavelmente intrincada complexidade da
economia global pudesse ser conduzida intuitivamente por um super-homem, que
quando sentia uma dorzinha ominosa nas articulações baixava os juros e quando
ouvia uma misteriosa voz interior os aumentava? Pois é nisso que a mídia
dominante quis que se acreditasse. A verdade é bem outra. Greenspan pisou no
acelerador da expansão monetária em meados dos anos 90, aumentando a quantidade
de dinheiro em 10% ao ano e depois em 15% ao ano. Por que fazer isso? Porque
politicamente é interessante; os políticos têm horizonte de curto prazo e fazem
qualquer negócio para que a economia cresça, mesmo que esse crescimento seja
insustentável. Seus sucessores que se virem com a crise.
Para não ficar somente na sinistrose, vale lembrar que aparentemente não há no
horizonte próximo a ameaça de ideologias insensatas como o nazismo e o
comunismo, que nos anos 30 ainda tinham o frescor da novidade e não tinham sido
testados e reprovados pela experiência histórica. A realidade ensinou duras
lições aos políticos que se encantaram pelo marxismo e pelo keynesianismo, de
modo que prevalece ainda um certo consenso de que a economia de mercado deve
prevalecer, mesmo que pesadamente obstruída pelas "políticas públicas". O que se
pode assegurar é que os ciclos econômicos continuarão a se repetir enquanto
existir a manipulação política da moeda, e não há sinal de que isso possa mudar
no futuro previsível. A arquitetura monetária do capitalismo moderno é um
castelo de cartas sujeito a desmoronar parcial ou totalmente a qualquer momento.
(Extrato de: Entendendo a Crise Econômica Mindial, de Alceu
Garcia)
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A Psicologia na Crise Financeira
Princípios e medidas fundamentais de comportamento diante da propaganda em um ambiente de crise econômica.
O que é
recomendável e o que não é diante de dúvidas quanto ao futuro de suas finanças.
Com medidas simples e ponderadas pode-se minimizar, e em muito, o impacto
negativo de uma crise financeira em um orçamento familiar ou em planos futuros
que envolverão gastos. Porém, a chamada mídia popular (os principais jornais,
revistas, rádios e tv aberta) não é uma boa conselheira em horas de apertos
financeiros. Saiba o porquê.
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